
Quando era puto aí de uns 7 ou 8 anos, na Praia de Faro, comecei a fazer bodyboard com o meu irmão João, com o Celso, Rui, Fernandinho, Zé Eduardo e mais a pandilha toda que vivia aqueles Verões do lado direito da ponte.
É daquelas coisas em que nos dizem que não há tempos como aqueles... e acho que nós na altura já o sabíamos e gozávamos aqueles 3 meses com pele de carvão como deviam ser gozados. Por muita coisa que gostássemos de fazer, haver uma espuma a rebentar naquele mar era o ponto alto. E ver uma espuma não era ver ali em frente onde vivíamos.. Era na ponta esquerda da praia. E não havia ritual melhor do que saber que no dia seguinte ia estar vento de levante, saber hora da maré vazia e ficar a olhar para o lado de lá à espera de uma coisinha branca a rebentar. No momento em que isso acontecia era ver cada um a sair da sua toca, juntar tudo na areia e fazer a peregrinação de 2km pela areia molhada até lá chegarmos.
Primeiro éramos a praga, os putos que só estavam ali a chatear, que se metiam à frente de toda a gente, não podiam connosco... Com o tempo fomos aprendendo umas coisas com os graúdos, outras nas FLUIR que comprávamos e em que era sempre o Mike Stewart que estava em tudo o que era destaque, a vencer títulos mundiais consecutivos. Não havia cá youtubes e afins... Era esperar o fim do mês para poder ver qualquer coisa nova, e isso alimentava a lenda, que é o que Mike Stewart era e cada vez mais é. 9 vezes campeão do Mundo e ainda competir (e vencer, como fez hoje na Nazaré) aos 46 anos não é para qualquer um.
Sempre o tive como super atleta, como ídolo mesmo. E hoje pude trocar umas palavras com ele, ainda que de circunstância. E fica aqui está a fotografia para pôr na parede. Fica a faltar o Michael Jordan e mais dois ou três :)
Amanhã saio cedo e vou para dentro de água
Até já*