
Existem duas ou três coisas que chateiam a sério no que faço...
O primeiro "prazer" do nosso trabalho é o conseguir um conjunto de imagens com que nos sintamos satisfeitos. Há uns mais fáceis que outros, sendo que em alguns a frustração é enorme porque simplesmente não é possível fazer uma imagem "bonita" do que está à nossa frente por variadas razões, nomeadamente sítios escuros, garrafas de água, microfones espetados nas caras dos intervenientes, luzes vermelhas e roxas (concertos), etc... Mas faz-se o melhor que se pode e edita-se à posteriori algum acerto no enquadramento ou equilíbrio de luz na fotografia. Depois do trabalho que se tem e sendo esse primeiro prazer que referi o mais importante para mim, colocamos as nossas (LUSA) fotografias à disposição dos clientes que subscrevem o nosso serviço. Durante os serviços que efectuamos tentamos ter o cuidado de disponibilizar um conjunto de imagens diversificada (ao alto, ao baixo, pessoa isolada, pessoa com outros...), de modo a que o cliente tenha uma imagem que encaixe na paginação/espaço destinado à notícia referente.
E aqui entram duas coisas que moem no dia a dia...
Alguns jornais pura e simplesmente ignoram o trabalho que foi feito por nós e não colocam o nome nas fotografias, o que corta muitas vezes a outra fonte de satisfação, que é o reconhecimento do nosso trabalho por outros (amigos/colegas/família). Muitas vezes nem o nome da Agência vem. É chato quando acontece e, infelizmente, pelo menos 3 dos jornais da nossa praça fazem disto prática corrente. Outra coisa que acontece e mói.. Cortarem-nos fotos de modo a ficarem irreconhecíveis como nossas. Aquilo já não é o nosso trabalho, mas sim um versão retalhada por outros e é muitas vezes aquilo que os leitores vêm. Os clientes têm direito a fazerem o que quiserem às imagens a partir do momento em que as adquirem... mas nessas até agradecia que o nome não viesse associado à imagem. Infelizmente acontece demasiadas vezes.